Auditoria Governamental · Planejamento

Conteúdo mínimo, aprovação e alteração do PAINT

Por Prof. Marcelo Soares Auditor da CGE-MT Atualizado em 21/07/2026

Definidos os trabalhos, falta fechar o plano: o que ele precisa registrar, quanto esforço e custo cada trabalho consome, por onde ele passa até ser aprovado e o que fazer quando a realidade não colabora. Este guia percorre a reta final do PAINT.

Resposta rápida: Além dos trabalhos selecionados, o PAINT precisa prever 40 horas de capacitação por auditor, tempo para monitoramento das recomendações, para o PGMQ, para demandas extraordinárias (normalmente via reserva técnica) e para as atividades do próprio plano. Ele passa por supervisão técnica e depois vai à aprovação da instância de governança.

Neste artigo

  1. A ordem dos trabalhos no plano
  2. Conteúdo mínimo do PAINT
  3. Competências, esforço e custo
  4. Supervisão técnica e aprovação
  5. Alteração do PAINT
  6. O RAINT: o relatório do plano

A ordem dos trabalhos no plano

O PAINT registra os trabalhos a serem realizados, e essa lista tem uma ordem de precedência. Primeiro entram os trabalhos que são obrigação normativa, as solicitações da alta administração e as decisões judiciais. Depois deles é que entram os trabalhos selecionados a partir da avaliação de riscos ou de fatores de risco.

Conteúdo mínimo do PAINT

Além da relação de trabalhos, o plano precisa prever:

Competências, esforço e custo

A unidade precisa ter clareza sobre as competências necessárias para cumprir o plano. Ao definir os objetos do ano, ela avalia se a equipe tem a competência técnica exigida por cada trabalho. Se um objeto é desafiador, é preciso prever capacitação: destinar os primeiros meses ao estudo dos normativos e à busca de cursos, para que o auditor esteja pronto quando o trabalho começar.

O plano também descreve medidas de esforço, cronograma e custo estimado:

Supervisão técnica e aprovação

Pronto o plano, a unidade o submete a uma supervisão técnica. Essa instância costuma se manifestar sugerindo inclusão ou exclusão de trabalhos específicos, ou apontando problemas como uma reserva técnica pequena demais para executar o plano, ou um trabalho obrigatório do ano seguinte que ficou de fora.

Depois dessas recomendações, o plano segue para aprovação na instância de governança, normalmente o conselho de administração. Não havendo conselho, a aprovação fica com a alta administração.

Alteração do PAINT

Nem tudo sai como planejado: surgem novas demandas e nem sempre é possível concretizar o que foi previsto. A primeira pergunta diante de um trabalho novo é sempre: há reserva técnica?

A reserva técnica é uma margem de segurança, uma quantidade de horas de trabalho separada para lidar com imprevistos, seja um trabalho que demora mais que o esperado, seja uma demanda que não estava prevista.

O RAINT: o relatório do plano

Ao final do período, a unidade elabora o relatório do plano, o RAINT. Ele fecha o ciclo: dos trabalhos previstos, quantos foram efetivamente realizados. É a avaliação dos resultados do PAINT, e por isso o tempo dedicado a ele também precisa estar previsto no próprio plano.

Ciclo completo: o PAINT prevê as auditorias do exercício; cada auditoria é formalizada por uma ordem de serviço, que dá a autorização formal do trabalho e abre o planejamento individual daquela auditoria; ao final do período, o RAINT presta contas do que foi realizado.

Auditoria Governamental do conceito ao gabarito

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Perguntas frequentes

Quantas horas de capacitação o PAINT precisa prever?
No mínimo 40 horas por auditor, reproduzindo as boas práticas do IPPF global sobre desenvolvimento profissional contínuo.
O que é reserva técnica?
Uma margem de segurança em horas de trabalho, separada para imprevistos e demandas não previstas.
Quem aprova o PAINT?
Passa por supervisão técnica e depois é aprovado pela instância de governança (normalmente o conselho); na falta dela, pela alta administração.
O que fazer quando surge um trabalho não previsto no PAINT?
Usa-se a reserva técnica; sem ela, ou há capacidade operacional, ou é preciso reduzir o escopo de um trabalho ou excluir outro.
MS

Prof. Marcelo Soares — professor de Administração e Auditoria para concursos, auditor da CGE-MT (Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso), com quase 10 anos de experiência na área de controle interno e aprovado em 10 concursos públicos.