Administração para concursos · FGV

Teoria Clássica (Fayol): funções, POC³ e os 14 princípios para a FGV

Por Prof. Marcelo Soares Auditor da CGE-MT Atualizado em 30/06/2026

Enquanto Taylor olhava para o chão de fábrica, o francês Henri Fayol olhava para o topo da organização. A teoria clássica enfatiza a estrutura — e Fayol foi o primeiro a dizer o que a administração faz.

Resposta rápida: a teoria clássica de Fayol enfatiza a estrutura organizacional e segue uma abordagem de cima para baixo (estrutura → tarefas). Suas três grandes contribuições: as funções básicas da empresa, o processo administrativo (POC³, hoje PODC) e os 14 princípios.

📺 Baseado na aula de TGA do Prof. Marcelo Soares — assista no YouTube.

Neste artigo

  1. Clássica × científica: a diferença
  2. As funções básicas da empresa
  3. O processo administrativo (POC³ → PODC)
  4. Os 14 princípios de Fayol
  5. Críticas e resumo
  6. Como cai na prova (FGV)
  7. Perguntas frequentes

1. Clássica × científica: a diferença

A teoria clássica também é da abordagem clássica e do início do século 20. A grande diferença para a administração científica está na lógica:

Semelhanças (também cobradas): a teoria clássica, como a científica, é prescritiva e normativa, tem foco só no ambiente interno (sistema fechado) e adota o homem econômico. As diferenças são a ênfase (estrutura × tarefa) e o sentido (cima-para-baixo × baixo-para-cima).

2. As funções básicas da empresa

Fayol foi o primeiro a definir as funções que toda empresa teria:

Para Fayol, a função administrativa é a que conduz tudo, fazendo as demais áreas andarem de forma harmônica.

3. O processo administrativo (POC³ → PODC)

Fayol foi também o primeiro a definir o que um administrador faz. Para ele, as funções do administrador eram previsão, organização, comando, coordenação e controle — o famoso POC³ (ou POCCC).

A revisão neoclássica: os autores neoclássicos atualizaram essa visão para o PODC — planejamento, organização, direção e controle. A previsão virou planejamento; o comando e a coordenação se fundiram na direção. O processo administrativo de hoje é, no fundo, uma adaptação da ideia original de Fayol.

4. Os 14 princípios de Fayol

Fayol estabeleceu 14 princípios gerais — diretrizes que o administrador deveria seguir. Mais de 100 anos depois, boa parte ainda é observada:

  1. Divisão do trabalho — especialização;
  2. Autoridade e responsabilidade;
  3. Disciplina;
  4. Unidade de comando — cada empregado tem um único chefe;
  5. Unidade de direção — um plano único; todos na mesma direção;
  6. Subordinação dos interesses individuais aos gerais;
  7. Remuneração justa do pessoal;
  8. Centralização — decisão concentrada nos chefes;
  9. Cadeia escalar — a linha de hierarquia (da base ao topo);
  10. Ordem — um lugar para cada coisa;
  11. Equidade — relações justas de trabalho;
  12. Estabilidade do pessoal — evitar rotatividade (preservar a especialização);
  13. Iniciativa — sobretudo dos chefes;
  14. Espírito de equipe.
Não confunda: a cadeia escalar define a hierarquia (quem manda) — ela não gera ganho de economia na produção. Quem gera esse ganho é a especialização do trabalho.

5. Críticas e resumo

Críticas: abordagem simplista da realidade; desconsidera a organização informal; ausência de trabalhos científicos que comprovem a eficácia; visão excessivamente racional e mecanicista; organização como sistema fechado.

Resumo matador — Teoria clássica

6. Como cai na prova (FGV)

Questão comentada — FGV

Sobre as contribuições de Fayol, indique uma função do administrador e um princípio da administração, respectivamente:

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Perguntas frequentes

Qual a ênfase da teoria clássica?
Na estrutura — abordagem de cima para baixo.
O que é o POC³?
Previsão, organização, comando, coordenação e controle (Fayol). Hoje, PODC: planejamento, organização, direção e controle.
Quantos princípios Fayol propôs?
Quatorze — de divisão do trabalho a espírito de equipe.
MS

Prof. Marcelo Soares — professor de Administração e Auditoria para concursos, auditor da CGE-MT (Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso), com quase 10 anos de experiência na área de controle interno e aprovado em 10 concursos públicos.