Teoria da Equidade de Adams: inequidade positiva e negativa
Você já se sentiu desmotivado ao descobrir que um colega ganha mais fazendo menos? A teoria da equidade explica exatamente isso, e vai além: ela mostra que até quem sai ganhando na comparação tende a agir para corrigir a distorção.
Neste artigo
1. A comparação em três perguntas
A teoria da equidade, de Stacy Adams, é uma teoria de processo: ela propõe que a ação dos indivíduos é afetada pela percepção de equidade do ambiente. Para entender como isso funciona, basta acompanhar a análise que a pessoa faz, em três etapas.
Primeira pergunta: qual a proporção das minhas recompensas em relação às minhas contribuições? No trabalho, a pessoa compara o conjunto do que entrega (esforço, qualificação, experiência, resultados) com aquilo que recebe em troca (remuneração, reconhecimento, status, promoção).
Segunda pergunta: qual a proporção das recompensas dos outros em relação às contribuições deles? Ela também avalia os esforços e as contribuições alheias.
Terceira pergunta: existe justiça entre a proporção que os outros têm e a proporção que eu tenho?
2. Equidade, inequidade negativa e positiva
A equidade ocorre quando a pessoa percebe que a sua proporção entre recompensa e contribuição é equivalente à dos outros. Em português claro: se, na percepção dela, há tratamento igualitário e justo na organização, o ambiente é de equidade.
- Inequidade negativa: a proporção da pessoa é percebida como menor que a dos outros;
- Inequidade positiva: a proporção da pessoa é percebida como maior que a dos outros.
3. As seis ações corretivas
Diante da inequidade, a pessoa pode assumir seis escolhas possíveis:
- Modificar suas entradas (contribuições), reduzindo o esforço no trabalho;
- Modificar seus resultados (recompensas recebidas), mantendo a quantidade de produção e reduzindo a qualidade do trabalho;
- Distorcer a própria autoimagem, passando a perceber que trabalha mais ou menos do que os outros;
- Distorcer a imagem dos outros, passando a perceber que o trabalho deles não é tão interessante para uma comparação;
- Buscar outro ponto de referência, comparando-se com outra pessoa que ganhe mais ou menos, para fazer a situação parecer melhor;
- Abandonar a situação, deixando o emprego ou saindo da organização.
4. As pegadinhas de prova
- Só a inequidade negativa gera reação? Errado. A positiva também gera tendência de ação corretiva.
- A comparação é objetiva? Não. Tudo se passa no campo da percepção do indivíduo, e por isso distorcer imagens é uma das saídas possíveis.
- Classificação: a equidade é teoria de processo, porque explica como a motivação ocorre.
- Não é só dinheiro: as recompensas incluem reconhecimento, status e promoção, e as contribuições incluem qualificação e experiência, não apenas horas trabalhadas.
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- O que a pessoa compara na teoria da equidade?
- A proporção entre as próprias recompensas e contribuições, comparada com a mesma proporção dos outros.
- Qual a diferença entre inequidade positiva e negativa?
- Negativa: a proporção da pessoa é menor que a dos outros. Positiva: é maior.
- A pessoa age apenas quando sai perdendo?
- Não. Há tendência a corrigir tanto na inequidade negativa quanto na positiva.
- Quais são as ações corretivas possíveis?
- Modificar contribuições, modificar resultados, distorcer a autoimagem, distorcer a imagem dos outros, mudar o ponto de referência ou abandonar a situação.