Administração para concursos · Motivação

Teoria da Expectância de Vroom: expectância, instrumentalidade e valência

Por Prof. Marcelo Soares Auditor da CGE-MT Atualizado em 21/07/2026

É a teoria de processo mais cobrada, e a mais fácil de entender quando você aplica no seu próprio caso: por que você continua estudando para concurso? A resposta de Vroom tem três partes, e basta uma delas falhar para a motivação ir embora.

Resposta rápida: Para Vroom, a motivação é o resultado de uma espécie de equação com três variáveis: expectância (a crença de que o esforço levará ao desempenho desejado), instrumentalidade (a crença de que o desempenho levará às recompensas desejadas) e valência (o valor que a pessoa atribui àquela recompensa específica).

Neste artigo

  1. A equação da motivação
  2. Expectância: esforço leva a desempenho
  3. Instrumentalidade: desempenho leva a recompensa
  4. Valência: o valor da recompensa
  5. O que acontece quando uma delas falha
  6. Perguntas frequentes

1. A equação da motivação

A teoria da expectância, de Victor Vroom, é uma teoria de processo: ela não se pergunta o que motiva as pessoas, e sim como a motivação acontece. E a resposta é que a motivação resulta de três crenças encadeadas.

Esforço Desempenho Recompensa EXPECTÂNCIA INSTRUMENTALIDADE o esforço leva ao desempenho? o desempenho leva à recompensa? VALÊNCIA quanto vale para mim?
As três variáveis da teoria da expectância, encadeadas do esforço até o valor da recompensa.

2. Expectância: esforço leva a desempenho

A expectância é a crença de que o esforço levará ao desempenho desejado.

Aplicando ao concurseiro: é preciso acreditar que estudar mais (esforço) produzirá um resultado melhor na prova (desempenho). Quem acredita que, por mais que estude, é incapaz de aprender, ou que o desempenho no concurso não depende das horas de estudo, está com a expectância prejudicada.

3. Instrumentalidade: desempenho leva a recompensa

A instrumentalidade é a crença de que o desempenho está relacionado com as recompensas desejadas.

No mesmo exemplo: é a crença de que, com um bom desempenho na prova, você será aprovado e nomeado. Quem acredita que concurso público é fachada e que só passa quem tem carta marcada tem um problema de instrumentalidade, porque não enxerga relação entre desempenho (nota alta) e recompensa (aprovação).

4. Valência: o valor da recompensa

A valência é o valor ou a importância atribuída a uma recompensa específica.

Continuando: corresponde ao peso que a aprovação tem para as metas pessoais da pessoa. Quem acredita que o cargo público é fundamental para dar condições de vida digna à família atribui uma valência maior do que quem enxerga o cargo apenas como um dos caminhos possíveis.

Repare na diferença. Expectância e instrumentalidade são crenças sobre relações de causa (esforço para desempenho, desempenho para recompensa). A valência é sobre valor pessoal: a mesma recompensa tem valências diferentes para pessoas diferentes.

5. O que acontece quando uma delas falha

Como a motivação é o produto das três, basta uma delas ir a zero para a motivação desabar, mesmo que as outras duas estejam altas:

Cuidado para não confundir com a definição de metas. A expectância trabalha com crenças sobre esforço, desempenho e recompensa. A teoria de Locke trabalha com metas e intenção. As duas são de processo, mas os elementos são diferentes.

Gestão de Pessoas do jeito que cai na prova

Cursos de Administração por banca e por assunto, com videoaulas, PDFs e questões comentadas na plataforma.

Ver os cursos →

Perguntas frequentes

Quais são as três variáveis da teoria da expectância?
Expectância, instrumentalidade e valência.
O que é expectância?
A crença de que o esforço vai levar ao desempenho desejado.
O que é instrumentalidade?
A crença de que o desempenho vai gerar as recompensas desejadas.
O que é valência?
O valor ou importância que a pessoa dá àquela recompensa específica.
A teoria da expectância é de conteúdo ou de processo?
De processo: ela explica COMO a motivação ocorre.
MS

Prof. Marcelo Soares — professor de Administração e Auditoria para concursos, auditor da CGE-MT (Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso), com quase 10 anos de experiência na área de controle interno e aprovado em 10 concursos públicos.