Teoria X e Y de McGregor: as duas visões do ser humano
É considerada uma das teorias mais simples e intuitivas da Administração, e talvez por isso caia tanto. A ideia é uma só: o jeito como o gestor trata a equipe é consequência direta do que ele acredita sobre o ser humano.
Neste artigo
1. A ideia central
Depois de acompanhar o trabalho de diversos gestores, Douglas McGregor concluiu que eles moldam seu comportamento em relação aos funcionários de acordo com certas suposições que refletem a forma como percebem o ser humano.
Em outras palavras: o estilo de gestão não é uma escolha isolada, é a consequência de uma crença. Gestores com visão negativa do ser humano adotam um conjunto de comportamentos; gestores com visão positiva adotam comportamentos completamente distintos.
Teoria X
- Visão negativa do ser humano
Teoria Y
- Visão positiva do ser humano
2. Teoria X: a visão negativa
De acordo com a Teoria X:
- as pessoas têm aversão ao trabalho;
- precisam ser coagidas, controladas e ameaçadas para que se esforcem e produzam;
- o ser humano prefere ser dirigido;
- não gosta de assumir responsabilidades;
- não tem ambição e privilegia a segurança.
Diante dessas suposições, o gestor que enxerga as pessoas pela Teoria X acredita que deve ser autoritário, centralizador e coercitivo. Ele desconfia que, sem fiscalização constante, os subordinados simplesmente não realizarão suas atividades.
3. Teoria Y: a visão positiva
A Teoria Y propõe exatamente o contrário. Aqui o indivíduo é percebido como alguém:
- disposto a assumir responsabilidades;
- capaz de se autocontrolar;
- que gosta de se desenvolver.
Nessa visão, é dever da administração criar condições orgânicas e métodos para que as pessoas possam atingir tanto os objetivos pessoais quanto os organizacionais. Por isso, o gestor que enxerga pela Teoria Y adota um estilo democrático e descentralizador.
4. A Teoria X e a abordagem clássica
A visão negativa do ser humano descrita na Teoria X reflete a perspectiva adotada pelos primeiros teóricos da Administração. Ao longo das obras de Taylor e Fayol, autores da abordagem clássica, fica claro que eles acreditavam na necessidade de supervisão constante. Do contrário, segundo Taylor, a organização estaria sujeita a uma vadiagem sistêmica, ou seja, ninguém trabalharia.
Essa ponte é ótima para a prova: quando a questão associar controle rígido, desconfiança e supervisão permanente, ela está no campo da Teoria X e da escola clássica.
5. O que McGregor defendia e a crítica
McGregor avaliava que os pressupostos da Teoria Y eram superiores. Por isso defendia ideias como:
- tomada de decisão participativa;
- trabalhos responsáveis e desafiadores;
- bom relacionamento no grupo.
Só que, assim como aconteceu com a hierarquia das necessidades de Maslow, a Teoria X e Y não encontrou suporte empírico significativo. Quando se realizaram pesquisas em empresas reais, não se constatou de forma estatisticamente relevante que os pressupostos da Teoria Y conduzissem a maiores níveis de motivação.
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- Quem criou a Teoria X e Y?
- Douglas McGregor, economista e professor universitário.
- Qual a diferença entre Teoria X e Teoria Y?
- X é a visão negativa do ser humano (aversão ao trabalho, precisa de controle); Y é a positiva (assume responsabilidade e se autocontrola).
- Que estilo de gestão decorre de cada teoria?
- Da X decorre um gestor autoritário, centralizador e coercitivo; da Y, um gestor democrático e descentralizador.
- A Teoria X e Y foi comprovada empiricamente?
- Não. As pesquisas não confirmaram de forma estatisticamente relevante que os pressupostos da Teoria Y gerem mais motivação.